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Aguardem surpresas!!!

Estou muito feliz com a repercussão que o site www.crerepensar.net está tomando. Em pouco mais de 2 meses conseguimos passar a marca dos mil visitantes e atingir vários países. Aguardem surpresas, pois passaremos por uma reformulação na maneira de interagir com você visitante, também teremos um concurso com premiação para o vencedor, melhoraremos o conteúdo baseado na pesquisa que fizemos com você e teremos, se Deus permitir, um Instituto Bíblico Online! Tudo isso para que você tenha ainda mais vontade em nos visitar!

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A Fé

Rm1.16-32; Rm 5.1-11; Rm 10.14-17; Gl 3.1-14; Ef 2.8,9; Tg 2.14-26

O cristianismo freqüentemente é chamado de religião. Mais apropriadamente, é chamado de “fé”. Costumamos, falar de fé cristã. O cristianismo é chamado de fé porque há um conjunto de conhecimento que é afirmado ou no qual seus aderentes devem crer. Também é chamado de fé porque a virtude da fé é central para sua compreensão da redenção.

O que fé significa? Em nossa cultura, às vezes fé é confundida com uma crença cega em alguma coisa irracional. Chamar a fé cristã de “fé cega”, entretanto, não só denigre os cristãos, mas também ultraja a Deus. Quando a Bíblia fala sobre cegueira, ela usa esta imagem para descrever pessoas que, por seus pecados, andam nas trevas. O cristianismo chama as pessoas das trevas, e não para trevas. A fé é o antídoto para a cegueira e não a causa dela.

Em sua raiz, o termo fé significa “confiança”. Confiar em Deus não é um ato de crença irracional. Deus se revela para ser eminentemente confiável. Ele nos dá amplas razões para confiarmos nele, provando que somente ele é fiel e digno de nossa confiança.

Existe uma enorme diferença entre a fé e credulidade. Ser crédulo é acreditar em algo sem uma sólida razão. Este é o material do qual as superstições são feitas e prosperam. A fé estabelecida sobre o raciocínio coerente e consistente e sobre sólidas evidências empíricas. Pedro escreve: “Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade.” (2 Pe 1.16).

O cristianismo não se apóia em mitos e fábulas, mas no testemunho daqueles que viram e ouviram com seus próprios olhos e ouvidos. A verdade do evangelho se baseia em eventos históricos. Se o relatos desse eventos não é confiável, então nossa fé seria em vão. Deus, porém, não nos pede para crermos em alguma coisa que seja baseada em mitos.

O livro de Hebreus nos dá uma definição de fé: “Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.” (Hb 11.1) A fé compreende a essência de nossa esperança para o futuro. Em termos simples, significa que confiamos em Deus quanto ao futuro baseados em nossa fé no que ele fez no passado. Crer que Deus continuará a ser digno de confiança não é uma fé gratuita. Há muitas razões para se crer que Deus está tão fiel ás suas promessas no futuro quanto foi no passado. Há uma razão concreta, para a esperança que está dentro de nós.

A fé, que é a evidência de fatos que não se vêem, tem uma referência primária, mas não exclusiva, ao futuro. Ninguém tem uma bola de cristal que funcione. Todos nós caminhamos para o futuro pela fé e não pelo que vemos. Podemos planejar a fazer projetos, mas ainda as melhoras previsões que temos se baseiam em nossas elaboradas conjunturas. Nenhum de nós tem conhecimento experimental do amanhã. Vemos o presente e podemos nos lembrar do passado. Somos especialistas em avaliar os eventos depois que acontecem. A única evidência sólida que temos do nosso próprio futuro é extraída das promessas de Deus. Neste ponto, a fé oferece evidência de coisas não vistas.  Confiamos em Deus quanto ao amanhã.

Também confiamos ou cremos que Deus existe. E embora o próprio Deus não seja visto, a Bíblia deixa claro que o Deus invisível se manifesta através das coisas visíveis (Rm 1.20). Embora Deus não seja visível, cremos que ele está porque se tem manifestado de maneira tão clara na criação e na História.

A fé inclui crer que Deus existe, embora esse tipo de fé não seja particularmente digno de aplausos. Tiago escreve: “Tu crês que há um só Deus; fazes bem. Também os demônios o crêem, e estremecem.” (Tg 2.19). Aqui podemos ver sarcasmo nas palavras de Tiago! Crer na existência de Deus simplesmente nos qualifica a sermos demônios. Uma coisa é crer que Deus existe; outra é crer em Deus. Crer em Deus, ou seja, confiar nele e confiar a ele a nossa vida é a própria essência da fé cristã.

Sumário

1. O cristianismo é uma fé porque se baseia num conjunto de conhecimentos revelados por Deus.

2. Fé não é um salto no escuro de olhos fechados, mas a confiança em Deus que nos move para fora das trevas em direção à Luz.

3. A fé é simples, mas não é simplista.

4. Fé não é o mesmo que credulidade. Baseia-se em razões sólidas e em evidências históricas.

5. A fé fornece a substância para nossa esperança futura.

6. A fé envolve confiar naquilo que não é visto.

7. A fé significa mais do que acreditar que Deus existe, significa crer em Deus e confiar nele.

Autor: R. C. Sproul
Fonte: 2º Caderno, Verdades Essenciais da Fé Cristã, Editora Cultura Cristã.

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O voto eleitoral ético dos cristãos

1. O voto é intransferível e inegociável. Com ele o cristão expressa sua consciência como cidadão. Por isso, o voto precisa refletir a compreensão que o cristão tem de seu País e Município;

2. O cristão não deve violar a sua consciência política. Ele não deve negar sua maneira de ver a realidade social, mesmo que um líder da igreja tente conduzir o voto da comunidade numa outra direção;

3. Os pastores e líderes têm obrigação de orientar os fiéis sobre como votar com ética e com discernimento. No entanto, devem evitar transformar o processo de elucidação política num projeto de manipulação e indução político-partidário;

4. Os líderes devem ser lúcidos e democráticos. Portanto, melhor do que indicar em quem a comunidade deve votar é organizar debates multi-partidários, nos quais, simultânea ou alternadamente, os vários representantes de correntes políticas possam ser ouvidos sem pré-conceitos;

5. A diversidade social, econômica e ideológica que caracteriza a igreja evangélica no Brasil deve levar os pastores a não tentar conduzir processos político-partidários dentro da igreja, sob pena de que, em assim fazendo, eles dividam a comunidade em diversos partidos;

6. Nenhum cristão deve se sentir obrigado a votar em um candidato pelo simples fato de ele se confessar cristão evangélico. Antes disso, os evangélicos devem discernir se os candidatos ditos cristãos são pessoas lúcidas e comprometidas com as causas de justiça e da verdade. E mais: é fundamental que o candidato evangélico queria eleger para propósitos maiores do que apenas defender os interesses imediatos de um grupo religioso ou de uma denominação evangélica. É óbvio que a igreja tem interesses que passam também pela dimensão política. Todavia, é mesquinho e pequeno demais pretender eleger alguém apenas para defender interesses restritos às causas temporais da igreja. Um político evangélico tem que ser, sobretudo, um evangélico na política e não apenas um “despachante” de igreja.

7. Os fins não justificam os meios. Portanto, o eleitor não deve jamais aceitar a desculpa de que um político evangélico votou de determinada maneira, apenas porque obteve a promessa de que, em fazendo assim, ele conseguirá alguns benefícios para a igreja, sejam rádios, concessões de TV, terrenos para templos, linhas de crédito bancário, propriedades ou outros “trocos”, ainda que menores. Conquanto todos assumamos que nos bastidores da política haja acordos e composições de interesse, não se pode, entretanto, admitir que tais “acertos” impliquem a prostituição da consciência de um cristão, mesmo que a “recompensa” seja, aparentemente, muito boa para a expansão da causa evangélica. Afinal, Jesus não aceitou ganhar os “reinos deste mundo” por quaisquer meios. Ele preferiu o caminho da cruz;

8. Os eleitores evangélicos devem votar, para Presidente da República sobretudo, baseados em programas de governo, e não apenas em função de “boatos” do tipo: “O candidato tal é ateu”; ou “O fulano vai fechar as igrejas”; ou: “O sicrano não vai dar nada para os evangélicos”; pi ainda: “O beltrano é bom porque dará muito para os evangélicos”. É bom saber que a Constituição do país não dá a quem quer que seja o poder de limitar a liberdade religiosa de qualquer grupo. Além disso, é válido observar que aqueles que espalham tais boatos, quase sempre, têm a intenção de induzir os votos dos eleitores assustados e impressionados, na direção de um candidato com o qual estejam comprometidos;

9. Sempre que um eleitor evangélico estiver diante de um impasse do tipo: “o candidato evangélico é ótimo, mas seu partido não é o que eu gosto”, é de bom alvitre que, ainda assim, se dê um “voto de confiança” a esse irmão na fé, desde que ele tenha as qualificações para o cargo. A fé deve ser prioritária às simpatias ideológico-partidárias.

10. Nenhum eleitor evangélico deve se sentir culpado por ter opinião política diferente da de seu pastor ou líder espiritual. O pastor deve ser obedecido em tudo aquilo que ele ensina sobre a Palavra de Deus, de acordo com ela. No entanto, no âmbito político, a opinião do pastor deve ser ouvida apenas como a palavra de um cidadão, e não como uma profecia divina.

Fonte e autoria: Documento elaborado pela Associação Evangélica Brasileira (AEVB), no Rio de Janeiro, em 17 e 18 de março de 1994.

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MENTES RENOVADAS (5)

Passamos agora da doutrina da revelação à doutrina da redenção, redenção realizada por Deus através da morte e ressurreição de Jesus Cristo. Tendo Deus executado esta redenção através do seu Filho, agora a anuncia por intermédio de seus servos. De fato, a proclamação do evangelho - também feita por palavras dirigidas às mentes humanas - é o principal meio provido por Deus para dar a salvação aos pecadores.

Paulo assim se expressa quanto a isso:

Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por sua própria sabedoria, aprouve a Deus salvar aos que crêem, pela loucura da pregação”.

Note-se com cuidado o contraste que o apóstolo faz. Não é entre uma apresentação racional e um não-racional , como se fosse o caso de Deus Ter posto de lado por completo uma mensagem racional, em virtude da sabedoria humana ser impotente para encontrar a Deus. Não. O que Paulo contrasta com a sabedoria humana é a revelação divina. Mas nossa pregação é uma revelação racional, o enigma de Cristo crucificado e ressurreto. Pois conquanto as mentes dos homens estejam em trevas e seus olhos estejam cegos, conquanto os não-regenerados não possam por si próprios receber o compreender coisas espirituais “porque elas se discernem espiritualmente”, nem por isso o evangelho deixa de ser levado às suas mentes, porque tal é o meio previsto por Deus para abrir-lhes os olhos, iluminar-lhes as mentes e salvá-los. Terei mais a dizer sobe isso ao tratar da evangelização.

Pois bem, a redenção traz consigo a reconstituição da imagem divina no homem, a qual fora distorcida na Queda. Nessa reconstituição inclui-se a mente. Paulo pôde descrever os convertidos do paganismo dizendo: “e vos revestistes do novo homem, que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou e também: “aprendestes a Cristo… no sentido de que… vos renoveis no espírito do vosso entendimento”. Ele pode ir ainda mais longe. Um homem “espiritual”, no qual habita o Espírito Santo e que por Ele é dirigido, tem novos poderes para o discernimento espiritual. Dele pode-se mesmo dizer que tem “a mente de Cristo”.

Esta convicção de que os cristãos têm novas mentes fez com que Paulo apelasse confiantemente a seus líderes: falo como a criteriosos, julgai vós mesmos o que digo”.

Ás vezes me ponho a pensar sobre de que maneira o apóstolo reagiria se hoje viesse visitar a cristandade ocidental. Acho que lamentaria a falta de uma mente cristã nos dias de hoje, como o fez recentemente Harry Blamires. Uma “mente cristã”, como a descreve o Sr. Blamires, é “uma mente treinada, informada, equipada para manusear os dados de uma controvérsia secular dentro de um quadro de referência constituído por pressuposições cristãs”, por exemplo, pressuposições quanto ao sobrenatural, quanto à universalidade do mal, quanto à verdade, autoridade e valor da pessoa humana. O pensador cristão, continua ele, desafia os preconceitos correntes… perturba os complacentes… se antepõe aos ativos pragmatistas… questiona as bases de tudo que lhe diz respeito e… faz-se incômodo”. Mas, prossegue, hoje em dia parece não existir pensadores cristãos com uma mente cristã. Pelo contrário”:

A mente cristã tem-se deixado secularizar num grau de debilidade e de forma tão despreocupada sem paralelos na história cristã. Não é fácil achar as palavras certas para exprimir a completa perda de moral intelectual na igreja do século vinte. Não se pode caracterizar este fato sem recorrer a uma linguagem que parecerá ser histérica e melodramática. Não existe mais uma mente cristã. Ainda há, certamente, uma ética cristã, uma prática cristã e uma espiritualidade cristã… Mas na condição de um ser que pensa, o cristão moderno já sucumbiu à secularização”.

Trata-se de uma triste negação de nossa redenção por Cristo, a respeito de quem se diz que “se nos tornou da parte de Deus sabedoria”.

Continua semana que vem…

Retirado do livreto “Crer é também pensar” de John R. W. Stott

O site “Crer e Pensar” nasceu após muita reflexão e o livreto de John Stott “Crer é também pensar” foi de grande valia para o amadurecimento de idéias e o direcionamento de propósitos. Por isso, resolvi postá-lo semanalmente. Você poderá ter a oportunidade de refletir através da leitura deste livreto e de se auto-avaliar. Sua fé é fundamentada em que? Seu conhecimento bíblico lhe traz firmeza, confinça, convicções,… ? Deus te abençoe, e que refletindo Deus te incomode para melhor conhecê-lo e praticar a Sua vontade!

Veja os anteriores e siga a sequência!

Pr Lyncoln Napoleão Nicodemos

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“Uma imagem vale mais que mil palavras”

Quem é o teu próximo?

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